CANTANDO NA CHUVA
Dom Lockwood e Lina Lamont são dois dos astros mais famosos da época do cinema mudo em Hollywood.
Seus filmes são um verdadeiro sucesso de público e as revistas inclusive apostam num relacionamento mais íntimo entre os dois, oque não existe na realidade.
Mas uma novidade no mundo do cinema chega para mudar totalmente a situação de ambos no mundo da fama: o cinema falado, que logo se torna a nova moda entre os espectadores.
Decidido a produzir um filme falado com o casal mais famoso do mundo, Dom e Lina precisam entretanto superar as dificuldades do novo método de se fazer cinema para conseguir manter a fama conquistada.
OLIVER
Oliver é um filme do Reino Unido de 1968, é baseado no romanse Oliver Twist.
Concorreu ao Oscar e venceu categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor trilha sonora, melhor direção e melhor som, então vale a pena conferir esse filme.
ACROSS THE UNIVERSE
É um musical fassinante, todo o repertório do filme são de musicas dos Beatles.
O musical retrata um grupo de jovens que navega em meio aos protestos e ao psicodelismo da época em busca de um lugar no mundo.
HAIRSPRAY

Numa cidadezinha do EUA na década de 60, Tracy Turnblad (Nicole Blonsky) uma garota gorda, pobre e impopular, sonha com a possibilidade de participar do programa da vez – The Corny Collins Show - e claro, beijar o ídolo Link Larkin (Zac Efron).
Tracy tem uma habilidade “incomum”: sabe dançar como ninguém. Também é dócil, idealista, esperançosa e frágil. É o tipo de garota que a platéia se identifica, foge dos padrões e se alia a outros excluídos. No caso do filme, ela faz amizade com os negros do colégio, se identifica com seus ritmos dançantes e encontra neles, senso de justiça, compreensão e aceitação.
Numa época onde a sociedade americana não dava espaço para os negros e segregava tal parcela do resto do mundo, Hairspray parece uma doce visão sobre o tema. Ver Tracy defendendo os amigos do bairro vizinho, lutando com eles e os ajudando, não deixe de ser uma visão positiva sobre os americanos. Sim, no meio de tantos xenófobos, existem os que prezam a diversidade e a pluralidade de gostos e opiniões. Afinal ser diferente esta na moda.

Michelle Pfeiffer, Queen Latifah, James Marsden e Christopher Walken estão ótimos e convincentes. Michelle e sua impagável loira má (Velma Von Tussle) é o contraponto para a negra excluída interpretada por Queen Latifah (Motormouth Maybelle). Cantam, dançam e ressaltam o choque de culturas e raças presente nos EUA e suas conseqüências. Numa época onde o negro só aparecia na TV uma única vez ao ano.
Obviamente todos os olhares recaem sobre John Travolta e sua engraçada composição para Edna Turnblad. A mãe de Tracy sofre com os quilos a mais, tem uma visão cética do dia-a-dia e esta imersa nas rotinas do lar. Para o ator que se projetou em filmes como Grease (1978) e Os Embalos de Sábado a Noite (1977), os passinhos que executa em Hairspray chegam a ser primários.

Sucesso na Broadway em 2003, o musical de John Walters já teve um versão filmada em 1988, onde Divine, uma das mais populares transexuais americanas - interpretava o papel que hoje é de Travolta.
Renda-se ao rebolado de Tracy, ao visual e as cores do filme, as músicas ingênuas de adolescente apaixonado e ao teor político e utópico do contexto do filme. No meio de tanta poluição, politicagem, desastres, catástrofes e caos de uma grande cidade como São Paulo, o filme é um balsamo pra alma. Permita-se.